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Invista em estratégias de recuperação de desastres e evite prejuízos

Invista em estratégias de recuperação de desastres e evite prejuízos

Invista em estratégias de recuperação de desastres e evite prejuízos

Falhas na infraestrutura de TI podem comprometer a continuidade de um negócio. Por esse motivo, é necessário que as organizações contem com uma estratégia de recuperação de desastres para evitar prejuízos.

Essa solução também conhecida como disaster recovery é útil para contornar problemas que podem ter diversas origens: desastres naturais como incêndios, falhas humanas e ataques cibernéticos são alguns exemplos. 

Neste artigo, abordamos mais detalhes sobre a recuperação de desastres e sua importância para a segurança das instituições. Dividimos nosso texto nos seguintes tópicos:

  • O que é e qual é a importância da recuperação de desastres
  • Surgimento da recuperação de desastres
  • Quais os principais obstáculos combatidos pela recuperação de desastres
  • Ameaças à segurança cibernética nas organizações
  • Principais métodos de recuperação de desastres
  • Qual o melhor método de recuperação de desastres para minha organização
  • Montando um plano de recuperação de desastres
  • Entenda o RPO e RTO 
  • Replicação síncrona: excelente método para empresas que não podem tolerar um alto RPO, de dados para recuperação de desastres
  • Replicação assíncrona e mista

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1. O que é e qual é a importância da recuperação de desastres?

Conforme sugerimos na introdução deste artigo, a importância da recuperação de desastres consiste em garantir a continuidade de um negócio. 

Isso porque é caracterizada por evitar a perda de dados e viabilizar o reestabelecimento das operações da companhia sempre que ocorre uma interrupção gerada por imprevistos, como fenômenos naturais, ataques cibernéticos ou pane no sistema.

Assim, é possível evitar que esses transtornos impactem negativamente na imagem da organização aos olhos dos seus clientes e provoquem grandes prejuízos para a companhia.

2. Surgimento da recuperação de desastres

A recuperação de desastres entrou em cena a partir dos anos 1970. Antes disso, as empresas eram menos dependentes de operações baseadas em computadores para atuar. 

Na década seguinte, os bancos americanos tiveram que se adequar à uma exigência do governo: segundo a determinação, teriam que apresentar um plano de backup que pudesse ser testado. Com isso, empresas de outras áreas adotaram a mesma estratégia a fim de evitar longas pausas nas operações. 

Nos anos 2000, a dependência dos serviços em rede era maior entre as companhias, que passaram a captar e armazenar uma grande quantidade de dados, tornando a disaster recovery uma solução de alta complexidade. 

Isso pôde ser simplificado depois de 2010, com a computação em nuvem e serviços de recuperação de desastres, ou “recuperação de dados como serviço” (DRaaS).

Com a evolução das táticas de agentes maliciosos em ambientes virtuais, adotar um plano de recuperação de desastres tornou-se imperativo. Afinal, ataques cibernéticos podem afetar o trabalho de uma empresa a ponto de destruir sua credibilidade, além dos impactos financeiros imediatos.  

3. Quais os principais obstáculos combatidos pela recuperação de desastres?

Neste tópico, abordamos alguns transtornos que podem ser evitados ou combatidos por um plano de recuperação de desastres. Confira:

  • Erros humanos

Pessoas estão sujeitas a falhas, que podem ter como consequência prejuízos incalculáveis se não forem devidamente contornadas. Esses erros podem ocorrer propositalmente ou de modo acidental.

No caso de profissionais que lidam com equipamentos de informática, qualquer erro pode colocar em risco dados e operações e trazer grandes impactos financeiros para as empresas. 

  • Problemas com equipamentos

Máquinas podem apresentar falhas que geram grandes transtornos.  Isso pode estar associado a softwares travando, equipamentos lentos ou pane no sistema. 

Esse tipo de falha provoca perda de produtividade ou até mesmo inatividade quando é necessário mandar os equipamentos para o conserto. Inevitavelmente, isso gera prejuízos para as organizações. 

  • Fenômenos naturais

Apesar de não ser um problema frequente, desastres naturais podem ocorrer e ser devastadores para organizações que não contam com um plano de recuperação de desastres. 

Uma tempestade, por exemplo, pode destruir a sede de uma empresa e seus equipamentos de informática. Por esse motivo, é necessário estar preparado para ocorrências como essa. 

  • Queda de energia

Quedas no fornecimento de energia elétrica ocorrem com muito mais frequência que um desastre natural e também apresentam um grande potencial de paralisar as atividades das organizações, causando prejuízos incalculáveis.

Esse tipo de imprevisto pode danificar equipamentos de TI e ocasionar perda de dados, o que representa um grande transtorno. Ou seja, a possibilidade de haver uma queda de energia é mais um motivo para aderir a um plano de recuperação de desastres.

  • Furto de equipamentos

Ter os equipamentos roubados ou furtados gera problemas que vão além do susto inicial e do prejuízo causado pela necessidade de repor as máquinas.

 Isso porque junto com os aparelhos, é possível perder dados dos clientes e informações sobre o próprio negócio, o que pode, inclusive, afetar a credibilidade da companhia. 

Nesse sentido, o aconselhável é contar com recursos que permitam recuperar dados perdidos e manter as operações em pleno funcionamento para evitar prejuízos.

  • Cibercrimes

Com o avanço da tecnologia e a ação de hackers, as organizações estão cada vez mais vulneráveis a cibercrimes. 

As invasões cibernéticas podem ocorrer com diferentes finalidades: exigir um resgate ou se apropriar de dados referentes àquele negócio.

Desse modo, é essencial contar com um plano de recuperação de desastres para reaver informações e arquivos que eventualmente possam se perder.

4. Ameaças à segurança cibernética nas organizações

Os ataques cibernéticos estão cada vez mais sofisticados, o que exige soluções de segurança e, muitas vezes, recuperação de desastres. Veja, a seguir, algumas ameaças:

  • Phishing: trata-se de um ataque de engenharia social (ou seja, que se baseia na manipulação das vítimas).  Seus métodos mais comuns incluem links que copiam sites de organizações confiáveis usados para coletar informações usadas para roubar contas bancárias, entre outras ações maliciosas.
  • Ransomwares: nesse tipo de malware, agentes mal-intencionados exigem o pagamento de resgate para devolver às vítimas o acesso a sistemas e arquivos perdidos em armadilhas como spams.
  • Ataque backdoor: um backdoor permite que um administrador acesse determinado sistema a fim de solucionar um problema. Porém, esse mecanismo pode representar uma brecha para a ação de hackers.
  • Ataques DoS e DDoS: o DoS consiste em uma ação maliciosa que sobrecarrega um servidor, tornando o acesso a um site indisponível. Por sua vez, o DDoS, afeta várias máquinas, inundando-as com falsas solicitações e prejudicando demandas reais.

5.Principais métodos de recuperação de desastres

Atualmente existem diversas estratégias de recuperação de desastres e muitas vezes as organizações utilizam mais de uma para garantir sua segurança. Confira os principais recursos utilizados:

  • Cold site

Aqui, a estratégia de recuperação de desastres acontece da seguinte forma: a instituição conta com uma segunda instalação para que os colaboradores continuem exercendo sua função mesmo se ocorrer incidentes como tempestades ou incêndios.

Essa solução evita a inatividade nos negócios, porém não possibilita a recuperação de dados. Por esse motivo, recomendamos fortemente que seja associada a outras ferramentas de recuperação de desastres.

  • Hot site

Esse recurso é muito eficiente quando o assunto é evitar a paralisação das atividades. Isso porque copia os dados com frequência, mantendo-os sempre atualizados. Contudo, sua configuração demora muito tempo e eles não estão entre as soluções mais econômicas.

  • DRaaS

Essa solução garante que o processamento do computador seja transferido para uma infraestrutura em nuvem. Desse modo, a empresa consegue executar suas atividades mesmo se os servidores estiverem inoperantes. 

É possível ter acesso aos planos de DRaaS por meio de assinatura ou de pagamento por uso.

 

Montando um plano de recuperação de desastres

6. Qual o melhor método de recuperação de desastres para minha organização

Na hora de definir o método de recuperação de desastres ideal, você deve analisar as demandas da sua empresa. Isso porque o melhor método varia conforme as necessidades de cada organização.

Porém, vale ressaltar que antes mesmo de estabelecer o método a ser utilizado, as companhias precisam contar com um plano de recuperação de desastres. Além disso, determinadas práticas são amplamente recomendadas. Confira:

  • Seu negócio passa por inúmeras mudanças ao longo do tempo. Sendo assim, é de suma importância atualizar seus planos de recuperação de desastres com frequência para que atenda sempre às suas necessidades.
  • Analise que tipo de incidente pode ocorrer na sua área e teste seu plano de recuperação de desastres para verificar se ele é efetivo.
  • Confira se armazenou seus backups na nuvem, em algum outro equipamento ou dispositivo para não correr o risco de perder seus dados.
  • Tenha em mente como deve agir para sua empresa não permanecer com as atividades paralisadas por muito tempo caso ocorra algum incidente.
  • Imprima seu plano de recuperação de desastres e o mantenha acessível. Isso pode ajudá-lo a agir com rapidez se ocorrer algum incidente com seus servidores.
  • Defina qual será seu método de armazenamento. 

7. Montando um plano de recuperação de desastres

Quando o assunto é evitar a inatividade que causa prejuízos a qualquer tipo de negócio, o melhor é prevenir. Nesse sentido, é necessário contar com um plano de recuperação de desastres bem estruturado. Veja a seguir quais aspectos esse planejamento deve envolver:

  • Identifique todos os riscos

O primeiro passo para montar um plano eficaz de recuperação de desastres é mapear os riscos a fim de focar em medidas preventivas. Identificadas onde podem se originar possíveis falhas, é hora de criar um esquema que permita reduzir as possibilidades de se deparar com elas.

Essa preocupação deve abranger todas as áreas da empresa e não apenas o setor de TI. Afinal, a equipe precisa estar preparada para lidar com imprevistos.

  • A infraestrutura de TI deve ser avaliada

Montar seu plano de recuperação de desastres envolve avaliar todos os recursos de TI para entender o que está disponível para a organização. 

Também é de suma importância analisar o que deve obrigatoriamente fazer parte de sua infraestrutura de TI para garantir o funcionamento de seu negócio.

  • Participação dos colaboradores

Conforme sugerimos anteriormente, todos os funcionários de uma empresa devem estar preparados para lidar com situações que possam colocar em risco os dados e sistemas da companhia.

Nesse sentido, é essencial que sua equipe saiba quais falhas podem ocorrer e esteja capacitada para lidar com os recursos relacionados à recuperação de desastres

  • Investimento em gestão de crise

Também recomendamos que você conte com o suporte de uma equipe qualificada para gerenciar eventuais crises. 

Esses profissionais devem atuar de modo preventivo, evitando que a empresa seja prejudicada por situações imprevistas. A identificação e a recuperação dos dados deve ser sua responsabilidade. 

7. Entenda o RPO e o RTO 

RPO (objetivo do ponto de recuperação) e o RTO (objetivo do tempo de recuperação) são dois aspectos importantes, que devem ser levados em consideração na hora de elaborar um plano de recuperação de desastres.

O primeiro consiste na métrica que determina quanto tempo pode se passar entre o último backup e um imprevisto que gere a interrupção das atividades. Ou seja, possibilita calcular quantos arquivos e informações serão perdidos caso haja uma paralisação das operações.

Já o RTO indica quanto tempo um servidor pode ficar inoperante sem causar grandes problemas para a organização.

Utilizar essas métricas possibilita atuar de modo mais seguro, reduzindo danos irreversíveis e perdas financeiras.

8. Replicação síncrona: excelente método para empresas que não podem tolerar um alto RPO, de dados para recuperação de desastres

Empresas que não podem ter um RPO alto encontram a solução na replicação síncrona de dados. Com esse método, seus dados são salvos simultaneamente em dois locais. 

As replicações síncronas são especialmente indicadas para organizações que tenham um espaço de armazenamento secundário em uma distância de até 160 quilômetros, devido à latência e tempos de resposta. Elas possibilitam salvar os dados antes de haver uma pane, invasão ou qualquer outro problema que provoque a paralisação das operações.

9. Replicação assíncrona e mista

Apesar de eficaz, a replicação síncrona apresenta um custo elevado. Além disso, existem outros métodos que podem atender às necessidades de seu negócio. Confira:

  • Replicação assíncrona 

Essa solução possibilita copiar seus dados e armazenar de modo periódico, sem sofrer impactos relacionados à distância e largura da banda.

E mais: esse método garante perdas de dados mínimas, muito próximo ao que a replicação síncrona oferece, proporcionado ainda um RTO quase zero.

  • Replicação de dados mista

É possível ainda reunir recursos das replicações síncrona e assíncrona a fim de reduzir a perda de informações e arquivos, bem como o tempo perdido com atividades paralisadas.

Para isso, é necessário armazenar replicações de dados em dois locais, sendo um deles geograficamente próximo do ambiente onde se encontra a infraestrutura de TI.

Essa solução possibilita o acesso a informações armazenadas por meio de replicação síncrona com o período de interrupção das atividades reduzido da replicação assíncrona.

Neste artigo, abordamos o que é recuperação de desastres, qual sua importância para as organizações, bem como métodos existentes, entre outras informações. Caso nosso conteúdo tenha esclarecido suas dúvidas, compartilhe com outras pessoas que também se interessem pelo tema.

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Quando determinado sistema é muito acessado, é recomendado investir em um balanceador de carga, também conhecido pelo termo em inglês load balancer ou como balanceamento de carga.

Isso resolve o problema da lentidão causada pela sobrecarga no sistema, na medida em que distribui o tráfego entre diferentes servidores da web no pool de recursos. Assim, é possível otimizar seu rendimento e reduzir significativamente seu tempo de resposta.

Neste artigo, trazemos mais detalhes sobre essa solução, que pode ser aplicada em hardware e software, de modo isolado ou em conjunto. Nosso texto está divido por itens, para facilitar a compreensão do assunto aqui tratado. São eles:

  • O que é o balanceador de carga e como ele funciona?
  • Benefícios do balanceador de carga
  • Breve histórico sobre o balanceador de carga
  • Balanceamento de carga e ambientes em nuvem
  • Algoritmos de balanceamento de carga
  • Outros algoritmos de balanceamento de carga
  • Situações em que o balanceamento de carga é essencial

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  • O que é balanceador de carga e como ele funciona?

Conforme mencionamos na introdução deste texto, um balanceador de carga tem a finalidade de distribuir o tráfego para diferentes servidores da web no pool de recursos.  Desse modo, garante que nenhum servidor fique sobrecarregado. 

A consequência é a redução do tempo de resposta do servidor, que passa a funcionar com rendimento máximo. 

Isso acontece porque essa solução tem a função de rotear as solicitações para os lugares certo, proporcionando desempenho e segurança para ambientes de TI complexos e as operações desenvolvidas a partir deles.

Suponha que você tem três computadores, mas apenas dois operam, enquanto o terceiro se mantém ocioso. Nesse caso, o balanceamento de carga redistribuirá a carga de trabalho entre os equipamentos com o objetivo de garantir eficiência em suas entregas.

  • Benefícios do balanceador de carga

A utilização do balanceador de carga é muito vantajosa em diversos aspectos. Confira seus principais benefícios:

  • Aumentam a eficiência: quando você tem uma carga de trabalho pesada, sua rede fica lenta. Com o balanceamento de carga, é possível distribuí-la em mais de um computador e/ou servidor, aumentando a eficiência.

 

  • Permitem gerenciar o fluxo de tráfego: muitas empresas lidam com um grande volume de tráfego em seu dia a dia. Esse tráfego deve ser gerenciado de modo a não sobrecarregar o sistema e manter a rapidez das operações. Um balanceador de carga ajuda a gerenciar o tráfego, distribuindo a carga de trabalho entre diversos computadores ou servidores. 

 

  • Atualizam sem tempo de inatividade: com o balanceamento de carga, as redes ganham mais flexibilidade. A redundância inerente a essa solução possibilita transferir a carga de trabalho para um servidor definido ou cluster de servidor para que os demais sejam atualizados. Assim, essas atualizações não irão prejudicar o acesso a dados e as operações.

 

  • Eliminam falhas do sistema: um balanceador de carga também contribui para evitar falhas na rede, que podem ocorrer como resultado de falhas em um cluster de servidor. 

Ao configurar ou atualizar sua rede, você deve criar clusters de servidor usando o mesmo aplicativo. Desse modo, é possível remover um servidor com falha de seu sistema facilmente. E mais: o balanceador de carga também permite a transferência da carga de trabalho para um servidor em funcionamento sem gerar problemas.


  • Breve histórico sobre o balanceador de carga

Esse conceito foi criado em 1990, com a proposta de possibilitar a distribuição do tráfego nas redes por meio de um hardware específico.

Posteriormente, o desenvolvimento de Application Delivery Controllers (ADCs) proporcionou mais segurança ao balanceador de carga, na medida em que se buscou meios de garantir o acesso aos aplicativos, sem interrupção e a qualquer momento.

ADCs podem ser: Hardware Appliance, Virtual Appliance e Software Native Load Balancers. Hoje, os ADCs criados a partir de software apresentam a função de  realizar operações como um hardware executaria e de um modo mais escalável, funcional e flexível.


  • Balanceamento de carga e ambientes em nuvem

Grandes cargas de trabalho em ambientes em nuvem podem sobrecarregar um único servidor. Por esse motivo, o balanceamento de carga é ideal para garantir a realização das operações de modo eficiente nesse contexto.

Outra importante função do balanceador de carga é garantir a escalabilidade da nuvem: é isso que proporciona mais velocidade para os servidores e a execução de várias aplicações por meio da distribuição de tráfego.

Com o balanceamento de carga, os servidores recebem o tráfego de entrada de modo coordenado. Assim, é possível evitar que alguns servidores fiquem sobrecarregados enquanto outros estejam com tráfego zero.

Além disso, o balanceador de carga possibilita identificar servidores indisponíveis para direcionar o tráfego àqueles que estão operando. Dessa forma, você consegue ter infraestrutura em diferentes lugares, desde que se inscreva em um provedor de serviços de nuvem.

Isso é fundamental, uma vez que regiões podem passar por desastres naturais e ficar inoperantes. Nesse caso, o tráfego é direcionado a outra região, que não sofreu o impacto da catástrofe.

O balanceador de carga pode ainda determinar qual servidor provavelmente ficará sobrecarregado em menos tempo e compartilhar o tráfego para os demais. Essa capacidade reduz a possibilidade de um serviço ficar indisponível.

Quanto mais demandas uma organização apresentar, maior será o tráfego de colaboradores, fornecedores, parceiros e clientes. 

Sendo assim, sua infraestrutura de nuvem deve ser capaz de suportar essa carga sem ficar indisponível ou reduzir sua capacidade de resposta. É essa a finalidade do balanceamento de carga.


  • Algoritmos de balanceamento de carga

A distribuição de carga é realizada por meio de um algoritmo. Isso significa que o usuário tem acesso aos sites utilizando um URL associado a um IP e ao balanceador de carga, que direciona a demanda ao servidor. 

O compartilhamento de cargas relaciona-se diretamente ao tipo de algoritmo utilizado, sendo os quatro mais conhecidos:

  • Round Robin: trata-se de um método capaz de colocar pedidos de entrada em uma fila de espera. Com o gerenciamento do balanceador de carga, é possível distribuir essas demandas aos servidores, respondendo a elas conforme disponibilidade dos computadores.

Essa solução é adáptavel a locais em que os servidores apresentam os mesmos recursos. Em contrapartida, o algoritmo pode atribuir sobrecarga a equipamentos menos potentes.

  • Weighted Round Robin: 

Diferente do Round Robin tradicional, atua conforme a capacidade de cada servidor, o que é pré-definido com um valor com antecedência. Funciona assim: enquanto o mais potente pode ter o valor de 10, é possível atribuir ao menos potente o valor de 1. 

Com isso, o equipamento mais potente receberá a maior carga. Logo, esse método é mais recomendado para utilizar com servidores diferentes.

 

  • Least Connections

O Round Robin e o Weighted Round Robin não atuam levando em conta o número de ligações que os servidores irão gerenciar. Sendo assim, algum servidor pode ficar sobrecarregado, ao receber um acúmulo de ligações. 

Esse problema é facilmente resolvido pelo Least Connections, que atua considerando as demandas já existentes no servidor quando distribui os pedidos. 

Porém, esse algoritmo não é capaz de funcionar conforme as capacidades técnicas dos servidores. Por esse motivo, recomenda-se sua utilização em ambientes cujos servidores apresentam os mesmos recursos. 

 

  • Weighted Least Connections

Esse algoritmo funciona como um complemento ao Least Connections. Em uma infraestrura cujos servidores contam com recursos diferentes, ele considera as demandas para cada equipamento, além da ponderação que o administrador estabelece.

Assim como ocorre no Weighted Round Robin, o servidor mais potente  apresenta maior ponderação. Com isso, é possível distribuir a carga de maneira estratégica, na medida em que novos pedidos são direcionados a um servidor que apresente a relação ativos/ponderação mais baixa.


  • Outros algoritmos de balanceamento de carga

Além dos quatro algoritmos de carga mais conhecidos, apresentados no tópico anterior, existem outros tipos que realizam balanceamento de carga. Confira nos tópicos a seguir alguns métodos:

  • Algoritmo de menor largura de banda:  nesse caso, mede-se o tráfego por meio de Mbps. Assim, é possível enviar as solicitações aos servidores com um número menor de Mbps de tráfego.

 

  • Hash de URL: esse algoritmo é capaz de distribuir as gravações de modo uniforme em diversos sites e direcionar as leituras para um site específico.

 

  • Algoritmo baseado em recursos (SDN adaptativo): esse método envolve o conhecimento de todas as camadas do aplicativo e das entradas de um controlador SDN, que determina as tomadas de decisão referentes à distribuição de tráfego.

 

  •  Algoritmo baseado em recursos: Aqui, instala-se um programa de computador no servidor para que ele aponte a carga atual para o balanceamento. Isso é possível a partir de uma avaliação dos servidores e da disponibilidade de recursos que permite direcionar o tráfego de modo adequado.

 

  • Hash de IP de origem: mistura endereços IP do cliente e do servidor,  criando uma chave hash única, capaz de alocar o tráfego para determinado servidos.


  • Situações em que o balanceamento de carga é essencial

Para saber a importância de investir em balanceamento de carga, vale a pena analisar a relação custo-benefício que esse investimento representa. Ou seja, qual é o custo de contar com esse serviço e quanto seu negócio pode perder sem a correta distribuição de carga.

Caso você tenha um e-commerce funcionando em períodos como Black Friday, Natal, Dia das Mães, dos Namorados, ou outras datas importantes para o comércio, por exemplo, o balanceador de carga pode evitar grandes prejuízos.

Neste artigo, abordamos o que é balanceador de cargas, quais seus benefícios e a importância para as companhias. Se nosso conteúdo foi útil para você, compartilhe com mais pessoas que possam se interessar pelo tema.

 

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Neste artigo, explicamos mais detalhes sobre o assunto. Nosso texto está dividido por tópicos para facilitar sua compreensão. São eles:

  • O que é alta disponibilidade?
  • O que é um cluster de alta disponibilidade?
  • Qual é a importância da alta disponibilidade para as organizações?
  • Vantagens da infraestrutura com alta disponibilidade versus infraestrutura sem alta disponibilidade
  • Alta disponibilidade, redundância e tolerância a falhas: qual é a diferença?
  • Produtos de alta disponibilidade
  • Pontos importantes para a implantação e manutenção de sistemas de alta disponibilidade

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  • O que é alta disponibilidade?

Um sistema de alta disponibilidade, em inglês, high availability (HA), consiste em uma tecnologia que deve ser aplicada a equipamentos de informática de grandes organizações e datacenters a fim de evitar a paralisação das atividades decorrentes de falhas.

Isso é possível mediante uma infraestrutura projetada para tempo de atividade máximo, conhecido como 99,999 por cento ou os “cinco 9s”.

Funciona por meio da alocação de hardware e software, dentre outras soluções, de modo redundante. Na prática, isso significa que eles funcionarão de maneira automática caso algum desses itens venha a falhar.

  • O que é um cluster de alta disponibilidade?

A palavra estrangeira cluster (ou clusting) pode ser traduzida como “aglomerar” ou “aglomeração”, conforme explicamos neste artigo. Trata-se de um termo utilizado nos mais diversos contextos.

No caso da computação, refere-se a uma tecnologia aplicada a dois ou mais computadores. Chamamos esses equipamentos de nó ou nodo e o número de nodos que podem compor um cluster é ilimitado.

Um cluster de alta disponibilidade pode ser de dois tipos: para ser utilizado em hardware e aplicação. Na alta disponibilidade de hardware, temos uma conexão que possibilita mudança em algum componente      se ocorrer uma indisponibilidade.

Já na alta disponibilidade de aplicação, a finalidade é garantir que as aplicações funcionem. Sendo assim, o cluster evita longas paralisações quando um sistema para de funcionar. Esse modelo é útil com:

  • Ferramentas de monitoramento;
  • Replicação de sistemas e computadores para substituir equipamentos que possam apresentar problemas; e
  • Geradores de energia.

Na alta disponibilidade de aplicação, uma base de dados é sincronizada com as instâncias que compõem o cluster, que divide as operações entre elas, proporcionando segurança de que o sistema continuará funcionando normalmente mesmo se uma instância for paralisada.

  • Qual é a importância da alta disponibilidade para as organizações?

Independentemente do segmento da companhia, grande parte de seus departamentos precisa de acesso à internet para funcionar. Veja alguns exemplos:

  • Colaboradores responsáveis pelo setor de vendas utilizam e-mails e redes sociais para se comunicar com clientes; 
  • Quem lidera as equipes também utiliza meios on-line para se comunicar com seus subordinados;
  • O setor de compras precisa estar em contato constante com fornecedores; e
  • Quem cuida do marketing, acessa diversas plataformas para efetuar suas atividades.

     

Podemos concluir que sistemas de alta disponibilidade são de extrema importância para prevenir perda de produtividade relacionada ao tempo perdido com a recuperação de desastres de TI.

Da mesma forma, preservam a credibilidade dos negócios, o que também é fundamental, já que danos à reputação da marca podem ser um grande obstáculo para seu crescimento. Os principais benefícios da alta disponibilidade incluem:

  • Redução do tempo de inatividade;
  • Garantia de continuidade do serviço;
  • Desempenho de alto nível; e
  • Dados seguros.

  • Vantagens da infraestrutura com alta disponibilidade versus infraestrutura sem alta disponibilidade

Provedores de hospedagem de alta disponibilidade realizam os mesmos serviços de hospedagem que a infraestrutura tradicional. Porém, isso é realizado de um modo que elimina em quase 100% as possibilidades de inatividade. 

O que deve ser levado em consideração é o custo desse tempo de inatividade, geralmente muito maior do que as pessoas imaginam.

Uma companhia com infraestrutura diminuída poderá ter impactos na produtividade, reduzida para quase zero enquanto essa infraestrutura estiver fora do ar ou ainda ter uma interrupção que a leve à falência.

Isso porque a perda de produtividade é uma preocupação secundária em relação à perda de reputação causada pelos transtornos com a inatividade. 

Afinal, clientes preferem contratar os serviços de organizações acessíveis e preparadas para atendê-los sempre que precisarem. Ou seja, investir em hospedagem de alta disponibilidade é de suma importância para manter sua empresa e marca disponível ao seu público.

  • Alta disponibilidade, redundância e tolerância a falhas: qual é a diferença?

Um sistema que apresenta redundância não consiste necessariamente em uma solução de alta disponibilidade. Para isso, é necessário haver meios de detectar falhas, possibilidade de realizar testes de alta disponibilidade e de corrigir falhas relacionadas a componentes indisponíveis.

A redundância se baseia em hardware, enquanto as estratégias de alta disponibilidade utilizam software em grande parte das vezes.

Já quando o assunto é a diferença entre alta disponibilidade e tolerância a falhas, você deve saber que a segunda requer redundância completa no hardware. Também é essencial contar com um hardware que identifique falhas a fim de garantir que o sistema todo funcione em conjunto.

A vantagem dessa tecnologia é a capacidade de reter a memória e os dados de seus programas. Por outro lado, é possível que a adaptação a sistemas complexos seja um pouco mais demorada. Outro problema é que pode ocorrer de toda a rede travar devido a falhas de software similares apresentadas por sistemas redundantes.

Os sistemas tolerantes a falhas são eficazes para evitar problemas com equipamentos, mas além de caros,  não impedem falhas de software, diferente de soluções de alta disponibilidade.

  • Produtos de alta disponibilidade

Se você compreendeu a importância de investir em alta disponibilidade, abordamos neste tópico recursos que são fundamentais para alcançar o desempenho que sua empresa necessita. Dentre os aspectos que devem ser considerados, destacamos:

  • Resiliência do hardware;
  • Condições ambientais;
  • Qualidade dos dados; e
  • Software duráveis.

Para ter um sistema eficiente de alta disponibilidade que contemple esses pontos, é essencial contar com recursos como servidores, interfaces de rede e discos rígidos resistentes a problemas como queda de energia e falhas em hardware.

Além disso, você deve instalar diversos firewalls de aplicativos da Web de maneira estratégica nas suas redes, que possibilitam a eliminação de falhas. Outro recurso de extrema importância são pilhas de software capazes de resistir às falhas que eventualmente possam ocorrer.

  • Pontos importantes para a implantação e manutenção de sistemas de alta disponibilidade

Sistemas de alta disponibilidade são adaptáveis à necessidade da organização que contratou esse serviço. Porém, determinadas práticas são amplamente indicadas. Entre elas, destacam-se:

  • Redundância de sistemas e dados, por meio de diversas máquinas;
  • Implantação de aplicativos em mais de um servidor, com o objetivo de evitar sobrecarga das máquinas;
  • Uso de componentes de modo a garantir estabilidade e disponibilidade máximas;
  • Recursos de reserva para eventuais falhas;
  • Testes capazes de garantir disponibilidade, desempenho e segurança;
  • Estratégias eficazes de backup e recuperação de dados;
  • Realização de testes que contribuam para evitar falhas relacionadas a informações confidenciais; e
  • Uso de sistemas de roteador, balanceador de carga, firewall, proxy reverso e monitoramento 100% redundantes.

 

Neste artigo, abordamos o que é alta disponibilidade e sua importância para as organizações, além de diferenciar esse conceito de redundância e tolerância a falhas. Também apontamos aspectos que são essenciais para a implementação dessa tecnologia.

Se o nosso texto foi útil para você, compartilhe com outras pessoas que possam se beneficiar desse conhecimento. Em nosso blog, você encontra mais conteúdo sobre alta disponibilidade e segurança da informação, confira. 

 

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Múltiplo Fator de Autenticação: como se beneficiar dessa estratégia de segurança

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O múltiplo fator de autenticação é uma solução inteligente que proporciona proteção de ataques cibernéticos a pessoas físicas e jurídicas. 

Essa estratégia é especialmente importante nos dias atuais, considerando o aumento expressivo de tentativas de invasão.

Uma pesquisa efetuada pela Kaspersky, organização especializada em segurança, e divulgada no site da CNN Brasil, aponta números alarmantes. De acordo com esse levantamento, em 2020, houve um aumento de 330% nas tentativas de ataques cibernéticos. Ao todo, mais de 370 milhões de sistemas corporativos foram invadidos.

Com a adoção do trabalho remoto por grande parte das companhias durante a pandemia de covid-19, seus sistemas ficaram mais vulneráveis à ação de hackers. 

Isso aumentou a necessidade de tecnologias como o múltiplo fator de autenticação, conforme abordamos em um dos tópicos a seguir.

Neste artigo, explicamos do que se trata esse recurso, qual sua importância e como implantá-lo, entre outras informações. Para facilitar sua compreensão, ele está dividido nos seguintes tópicos:

  • O que é múltiplo fator de autenticação?
  • Qual é a importância do múltiplo fator de autenticação?
  • As empresas são obrigadas a utilizar esse recurso?
  • Duplo fator de autenticação e múltiplo fator de autenticação: qual é a diferença?
  • Senhas complexas têm a mesma eficácia do MFA?
  • Tipos de autenticação digital
  • Métodos utilizados em tentativas de quebrar a segurança do MFA
  • Múltiplo fator de autenticação e o trabalho remoto

Acompanhe a matéria. Boa leitura!

 

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  • O que é o múltiplo fator de autenticação?

O múltiplo fator de autenticação (MFA) é um recurso que inibe a ação de invasores unindo diferentes mecanismos para a autenticação de usuários. Dessa forma, garante a segurança necessária aos dados que poderiam ser acessados pelo dispositivo de computação, evitando inúmeros transtornos e prejuízos.

Na prática, deve haver uma identificação de usuário exclusiva, que esteja em conformidade com o Requisito 8.1.1 do PCI DSS, além de, no mínimo, dois dos três critérios previstos no Requisito 8.2 do PCI DSS. São eles:

  • Fator de conhecimento: algo que o usuário saiba, como uma senha;
  • Fator de posse: algo que ele possua, como um token; e
  • Fator de herança: algo que se relaciona a quem ele é, como é o caso da biometria.

 

Para que o múltiplo fator de autenticação funcione como deve é fundamental que os mecanismos sejam independentes entre si. Ou seja, caso um dos fatores conceda acesso ao outro, a segurança desejada será comprometida.

  • Qual a importância do múltiplo fator de autenticação?

O múltiplo fator de autenticação é um mecanismo que combate o roubo de dados e cibercrimes em geral. Para as organizações, essa proteção é de extrema importância por diversos motivos.

Contribui para evitar perdas financeiras por meio de roubos e impacto na produtividade, uma vez que esse tipo de ocorrência pode paralisar as operações do negócio.

Além disso, impede que a companhia seja exposta e processos judiciais ocasionados por vazamento de dados. 

Isso pode ocorrer, por exemplo, por desrespeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que passou a vigorar em 18 de setembro. Essa legislação impõe às empresas a adoção de uma série de procedimentos com o objetivo de proteger dados individuais. 

Não agir em conformidade com a lei pode acarretar sanções administrativas com oito tipos diferentes de punição, que incluem multas de até R$ 50 milhões.

  • As empresas são obrigadas a utilizar esse recurso?

O múltiplo fator de autenticação não é uma solução obrigatória para todas as companhias. Porém, seu uso é fortemente recomendado para organizações de qualquer porte ou segmento, afinal combate uma série de riscos.

Além disso, pessoas físicas podem se beneficiar desse recurso, uma vez que também são alvo de ações maliciosas como ataques cibernéticos.

Para algumas auditorias, porém, já se trata de uma imposição e é possível que em um futuro próximo deixe de ser opcional em contextos diversos.

  • Duplo fator de autenticação e múltiplo fator de autenticação: qual é a diferença?

Assim como o múltiplo fator de autenticação, o duplo fator de autenticação ou autenticação de dois fatores (2FA) tem a finalidade de dificultar o hackeamento das contas de uma pessoa física ou jurídica. Ambos exigem que o usuário utilize mais do que uma senha tradicional para efetuar o login.

 A diferença é que no duplo fator de autenticação pode ser utilizado mais de uma vez o mesmo método, como uma senha e um código de segurança, dois fatores de conhecimento.

 Já o múltiplo fator de autenticação é um sistema mais complexo, que requer ao menos dois métodos para permitir o acesso a determinada conta. Na prática, isso significa que o indivíduo deverá combinar elementos como uma senha e o escaneamento da impressão digital. Perceba que estamos falando, respectivamente, de um fator de conhecimento e um fator de herança.

  • Senhas complexas têm a mesma eficácia do MFA?

Especialistas recomendam o uso do múltiplo fator de autenticação sempre que um provedor de serviços oferecer esse mecanismo. 

Isso porque o MFA possibilita bloquear 99,9% dos ataques automatizados de bots e estudos apontam sua eficácia em barrar ações maliciosas. 

Conforme o Google, o simples fato de atrelar um número de telefone à conta Google, como forma de recuperar a senha, possibilita bloquear até 100% dos bots automatizados, 99% dos ataques de phishing em massa e 66% dos ataques direcionadas.

Utilizar apenas uma senha, ainda que complexa, como mecanismo de segurança, já se mostra uma ação ineficiente, na medida em que os hackers têm acesso a ferramentas cibernéticas cada vez mais sofisticadas e o número de contas violadas é alarmante.

Em contrapartida, utilizar o múltiplo fator de autenticação inibe essas invasões porque, além da senha, é necessário o uso de um método adicional de autenticação.

Além disso, comprometer tokens MFA é tão caro que só gera interesse em hackers que pretendem ter acesso a valores exorbitantes.

  • Tipos de autenticação digital

Existem inúmeras maneiras eficientes de impedir ações on-line maliciosas por meio de autenticação digital com diferentes níveis de complexidade. Neste tópico, abordamos as mais conhecidas. Confira a seguir:

  • Senhas: as senhas são o modo de autenticação mais comum. Para que cumpram sua função e proporcionem segurança, alguns serviços solicitam a adequação a critérios como número mínimo de caracteres e uso de números ou caracteres especiais.


  • Informações pessoais: determinados sistemas podem solicitar informações do usuário, como nome da mãe, data ou cidade de nascimento e nome completo.


  • PIN: trata-se de um código gerado para identificar o usuário de um site, por exemplo. Conforme mencionado anteriormente, essa informação é enviada a um smartphone específico.


  • Token:  Fator de posse, o token é um item muito utilizado por bancos para gerar senhas e evitar fraudes. Esse método tem a desvantagem de possibilitar o acesso compartilhado, o que pode reduzir a segurança, especialmente se não for aliado a outro modo de autenticação.


  • Reconhecimento facial: essa forma de autenticação altamente avançada é capaz de identificar o rosto de uma pessoa por meio de algoritmos e softwares. Primeiramente, os traços são detectados por uma câmera. Em seguida, são analisados tamanhos, formatos, proporções e distâncias. 

Todas essas informações são armazenadas em um banco de dados e utilizadas na hora da identificação.

Você deve estar se perguntando: e quando envelhecemos ou nos apresentamos com outro ângulo e iluminação? Na realidade, essa tecnologia, antes limitada, tem evoluído cada vez mais e hoje já é possível o reconhecimento em três dimensões.

Além disso, a câmera captura a forma da cabeça do usuário, justamente para identificar seus traços, independentemente do ângulo em que ele se encontre.

 

  • Reconhecimento de voz: existem determinados aplicativos com a finalidade de identificar a voz dos usuários. Os áudios são divididos em bits, convertidos em formato digital e transformados em textos.

O reconhecimento de voz cumpre sua finalidade analisando entonação, pronúncia e vocabulário, entre outras características da fala do usuário. Sua fragilidade se encontra em contemplar sotaques e mudanças no tom de voz, por exemplo.

 

  • Impressão digital: essa forma de autenticação é muito comum entre os fatores de herança. Consiste no desenho único que cada pessoa apresenta na ponta dos dedos e pode diferenciá-la de outras.

Nenhum tipo de autenticação digital é 100% seguro se aplicado isoladamente. Por esse motivo, recomenda-se fortemente o múltiplo fator de autenticação.

  • Métodos usados em tentativas de quebrar a segurança do MFA

O múltiplo fator de autenticação é amplamente utilizado pelas empresas para evitar ataques. Porém, nem mesmo esse mecanismo, com toda a sua complexidade e eficácia, garante 100% de proteção. Veja, a seguir, alguns métodos utilizados por hackers para corromper sua segurança:

  • Desativam o MFA

Usuários mal intencionados podem alterar configurações a fim de desabilitar a aplicação do múltiplo fator de autenticação. Dessa forma, não precisam passar por uma segunda etapa de autenticação ao se conectar.

  • Ignoram o múltiplo fator de autenticação

Nesse caso, o hacker aplica técnicas que possibilitam acesso sem MFA. Ele pode fazer isso de dois modos: controlando um aplicativo malicioso baixado e autenticado pelo usuário ou se aproveitando de alguma vulnerabilidade do múltiplo fator de autenticação.

Um exemplo é a possibilidade de interceptar uma mensagem de SMS com o código de autenticação.

  • Aproveitam-se de exceções autorizadas do MFA

Isso acontece quando o agente malicioso encontra contas operando sem os critérios do MFA. Sua ação consiste em se aproveitar de aplicativos legados que não fornecem esse mecanismo de proteção. É o caso de servidores de e-mail POP/SMTP.

  • Roubam certificado de assinatura SAML

Essa técnica é bastante conhecida e muito difícil de detectar. Consiste em roubar a chave privada ou ter uma chave forjada para assinar certificados e aponta para a necessidade de monitoramento constante. 

  • Reutilizam uma sessão

É possível comprometer um sistema com uma sessão autenticada porque grande parte dos recursos MFA tem como padrão um prazo de 30 dias para exigir a reautenticação de um usuário, sistema ou aplicativo. Com isso, há tempo o suficiente para acessar uma conta.

  • Múltiplo fator de autenticação e o trabalho remoto

O uso do múltiplo fator de autenticação se tornou mais urgente com a pandemia de covid-19. Isso porque boa parte das organizações tiveram que aderir ao home office, com os colaboradores acessando os sistemas de qualquer ambiente e dispositivo.

De acordo com esta publicação, 90% das empresas que atuam no Brasil adotou o trabalho remoto devido ao covid-19. Além disso, muitas irão manter esse modo de atuação mesmo após o fim da pandemia.

Essa nova condição trouxe vulnerabilidade para as companhias, uma vez que facilitou a ação      de indivíduos mal-intencionados.

Neste artigo, você viu o que é múltiplo fator de autenticação e sua importância para pessoas físicas e jurídicas. Caso nosso conteúdo tenha esclarecido suas dúvidas, compartilhe este texto com outras pessoas que também se interessam pelo tema.

 

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Gestão de Acesso Privilegiado

A implementação do gerenciamento de acesso privilegiado em uma empresa é fundamental para garantir que não haja roubos de informação e outros problemas de segurança.

Os chamados ciberataques são os responsáveis, por exemplo, pelo roubo e sequestro de informações em troca de dinheiro, causando diversos prejuízos para a continuidade dos negócios de uma organização. Eles têm se tornado muito comuns e sua ação pode causar não apenas perdas financeiras, mas também de imagem e reputação.

Infelizmente, a tendência é que, com o passar dos anos, esses ciberataques se tornem cada vez mais severos e que o seu número de ocorrências cresça.

Com este cenário, cresce também a importância da gestão de acesso privilegiado. Os ciberataques acontecem por meio de métodos clássicos de malwares e phishing ou da exploração de vulnerabilidades zero-day dos softwares, além de técnicas avançadas de engenharia social.

Com tudo isso, o gerenciamento de acesso privilegiado chega para ajudar e garantir o funcionamento das organizações. Assim, ele cobre a necessidade de proteger dados, redes e dispositivos de ações maliciosas.

O Gartner, em seu documento Gartner Top 10 Security Projects, elegeu a Gestão de Acesso Privilegiado (PAM) como a prioridade número 1 em projetos de segurança. Afinal, o que é Gestão de Acesso Privilegiado e por que ela é considerada tão importante? É sobre isso que  abordamos hoje.

O que é acesso privilegiado?

Antes de explicar o que é Gestão de Acesso Privilegiado, precisamos entender o que é acesso ou credencial privilegiada. 

A todo momento, surgem pessoas mal-intencionadas em busca de falhas dentro dos sistemas das empresas para ter acesso a dados confidenciais. Essa ameaça pode ser tanto externa quanto interna. Por isso, cada vez mais, as organizações estão procurando soluções realmente capazes de proteger essas informações.

As contas privilegiadas são criadas para controlar o acesso a esses dados. Esse acesso costuma ser restrito às pessoas que exercem cargos de chefia (alto escalão) e administradores da área de TI. Demais funcionários podem obter essas informações apenas mediante a autorização da empresa.

Por meio das credenciais privilegiadas, é possível realizar mudanças significativas em dispositivos e aplicações instalados na infraestrutura, o que em muitos casos pode afetar a continuidade dos negócios. Quando utilizada de forma maliciosa, o impacto pode causar sérios danos, desde violações de itens de conformidade, que podem levar a pesadas sanções, até incidentes de segurança, que resultam em redução de confiança de partes interessadas e perda de receita.

Embora seja de extrema importância, o adequado controle, muitas vezes, acaba sendo falho. Daí a necessidade de contar com uma ferramenta realmente capaz de direcionar, rastrear e filtrar esses acessos. Dentre as mais eficientes, temos a solução PAM.

O que é uma solução de Gestão de Acesso Privilegiado (PAM)?

O Gerenciamento de Acesso Privilegiado, também chamado de Gerenciamento de Identidades Privilegiadas, permite às organizações protegerem suas credenciais privilegiadas. Além disso, o PAM assegura a efetividade das políticas de privilégio mínimo, reduzindo os vetores de ataque e eventuais vazamentos de dados.

O Gartner considera que uma solução PAM auxilia organizações a fornecerem acesso privilegiado a ativos críticos de forma segura, além de atender a requisitos de conformidade, a partir da gestão e monitoramento de acessos e contas privilegiadas. 

Basicamente, uma solução PAM age como um repositório seguro de credenciais dos dispositivos instalados no ambiente. Com base na gestão dos privilégios de usuários, é possível permitir que eles acessem apenas os dados necessários para a execução de suas atividades. Assim, o time de segurança da informação pode configurar os perfis de acessos dos usuários, evitando-se acessos indevidos a sistemas e dados.

O que é o princípio do privilégio mínimo?

O princípio do privilégio mínimo é um dos pilares da segurança da informação, seu principal objetivo é conceder aos usuários o acesso de ambientes que são necessários para a realização de suas tarefas de trabalho. Ou seja, com o princípio do privilégio mínimo, os usuários não acessam ambientes que não lhes convêm, evitando ameaças internas, vazamento de dados e facilitação de hackers em ambientes críticos de uma empresa.

Através da solução senhasegura, você possui várias travas de segurança que garantem que os usuários acessem apenas os ambientes que lhes são convenientes, além de monitorar a maneira que o usuário está realizando o acesso privilegiado, a solução senhasegura registra, grava e notifica os responsáveis pela segurança da informação qualquer ação maliciosa dentro da sessão privilegiada.

Através dessa simples prática, minimiza-se significativamente as chances de um cibercriminoso acessar dados sigilosos de sua empresa e extrair informações.

Como é feito o acesso privilegiado?

O acesso privilegiado aos dispositivos pode ser realizado de duas maneiras: manualmente (menos recomendado); e por meio de soluções específicas de Gestão de Acesso Privilegiado (PAM). Neste segundo caso, o PAM controla o acesso administrativo aos sistemas críticos de uma empresa para ajudá-las a atingir os seus objetivos de cibersegurança.

O controle das ações privilegiadas permite proteger os sistemas de TI de uma empresa contra qualquer tentativa de realizar ações maliciosas, como modificações indevidas no ambiente e roubo de informações. Essas ações barradas podem ser tanto de dentro quanto de fora da empresa.

Nesse contexto, utilizar uma tecnologia de gerenciamento de acesso privilegiado é fundamental para otimizar a implantação de uma infraestrutura de cibersegurança nas empresas.

Além disso, a necessidade do uso efetivo de técnicas de gerenciamento de acesso privilegiado nunca foi tão grande, pois os tradicionais mecanismos de defesa, como antivírus, VPNs e firewalls, estão sujeitos a muitas falhas atualmente.

Assim, uma solução de PAM deve ser capaz de:

  • Permitir que a organização defina uma série de parâmetros flexíveis para controle de acesso privilegiado, como janela de acesso, restrições de acesso para usuários específicos ou sistemas ou limitação de acesso em recursos necessários para executar uma tarefa.
  • Ser um repositório único das credenciais administrativas em todos os sistemas e ambientes da organização, resultando em redução de tempo de auditoria e investigações de incidentes.
  • Associar o controle de usuário baseado em papéis a sistemas críticos, aplicações e serviços, permitindo a ligação entre um usuário privilegiado e um indivíduo, melhorando a granularidade de controle e visibilidade.
  • Fornecer uma solução de auditoria e relatórios que seja escalável, pesquisável e abrangente, para atividades de usuários em sistemas críticos, com a capacidade de permitir a visualização de comandos e de sessões nesses sistemas.
  • Centralizar a visibilidade e controle de privilégio por meio de uma plataforma única de gerenciamento, políticas e relatórios por todos os dispositivos e usuários, resultando em aumento de eficiência e unificação da abordagem de gerenciamento em todo o ambiente.
  • Integrar as atividades de auditoria de tarefas de usuário, como o Syslog, com outras tecnologias de monitoramento e relatórios, como o SIEM (Gerenciamento e Correlação de Eventos de Segurança).
  • Reforçar as políticas de privilégio mínimo para um controle granular de direitos administrativos, ao mesmo tempo em que facilita a elevação de privilégios sem a necessidade de atribuir acesso de administrador ou de root.
  • Escalar o gerenciamento de todas as credenciais em uma série de sistemas operacionais e plataformas.

Mediante uma arquitetura sem necessidade de instalação de agentes, o senhasegura oferece um ponto de acesso centralizado aos sistemas críticos. Suas funcionalidades permitem reforçar o controle de acesso, limitando o acesso do usuário apenas ao que foi previamente autorizado, respeitando o critério do privilégio mínimo. 

Desta maneira, o senhasegura oferece total visibilidade de quem possui acesso a esses sistemas e quais ações foram executadas com as credenciais privilegiadas.

Algumas funcionalidades do senhasegura incluem:

Gestão de Credenciais

Permite o armazenamento seguro de senhas e a gestão do acesso de forma centralizada. A partir da definição de Grupos de Acesso para segregação de papéis, é possível configurar acessos pré-aprovados, emergenciais ou a começar de workflows com aprovação única ou múltipla, sem que o usuário tenha acesso à senha da credencial.

Gravação de Sessão

Permite o rastreamento de qualquer ação realizada durante uma sessão privilegiada, com o objetivo de atender qualquer demanda de auditoria ou das autoridades de privacidade de dados. Além disso, a função livestream permite acompanhamento em tempo real das sessões em andamento e possibilidade de encerramento de uma sessão remotamente.

Identidade de Aplicações

O senhasegura utiliza um template próprio para troca da senha das credenciais de aplicações, e armazena a nova senha de forma criptografada em seu banco de dados. A credencial pode ser consultada diretamente pela API de conexão da solução ou injetada diretamente no pool de conexão do servidor de aplicação.

Quando utilizada para gerenciar acessos privilegiados em sistemas organizacionais e plataformas que armazenam ou protegem a integridade de dados sensíveis, o senhasegura oferece um ponto de acesso centralizado aos sistemas críticos. Suas funcionalidades permitem reforçar o controle de acesso, limitando o acesso do usuário apenas ao que foi previamente autorizado, respeitando o critério do privilégio mínimo.

Desta maneira, o senhasegura oferece total visibilidade de quem possui acesso a esses sistemas e quais ações foram executadas por meio de credenciais privilegiadas. Finalmente, controle e visibilidade sobre ações privilegiadas são fatores-chave para que a organização esteja em conformidade com uma série de exigências regulatórias para proteção de sistemas. Com isso, é possível garantir conformidade e assegurar a continuidade dos negócios.

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Por que devo investir em uma solução PAM?

A falta de controle no acesso de determinados dados dentro de uma corporação pode resultar em grandes transtornos, dentre eles, a perda de continuidade dos negócios. Muitos sistemas adotados acabam ficando vulneráveis devido à falta de uma supervisão eficiente.

Essa falta de controle abre margens para que ocorra vazamento de informações, muitas delas confidenciais, dentro ou fora da empresa. Mas afinal, como garantir a privacidade desses conteúdos?

A solução PAM acaba sendo bastante eficiente nesse caso, pois ela utiliza estratégias e tecnologias de segurança que, juntas, são capazes de controlar o acesso privilegiado.

Além disso, ela faz uma restrição de quais usuários terão permissão de entrar em determinadas contas, aplicativos, dispositivos, processos e sistemas internos, além de controlá-los. Isso evita ataques externos, que podem ocorrer em razão do descuido de algum funcionário ou por compartilhamento de informações sigilosas dentro da empresa.

A solução PAM é realmente segura?

Muitas vezes associamos os ataques externos como os nossos únicos riscos. No entanto, ameaças internas também podem colocar toda uma organização em situação de vulnerabilidade.

Nem sempre elas estão associadas apenas às pessoas que trabalham na empresa. Nessa lista também podemos incluir prestadores de serviço, como consultores, terceirizados e fornecedores, e até mesmo ex-funcionários, que podem ter acesso aos seus dados, mesmo afastados.

O acesso indevido pode resultar em danos causados de forma intencional ou acidental. Não importa a razão, em todos os casos, as consequências podem ser bem ruins e até mesmo irreversíveis.

Por isso, é comum que as pessoas tenham dúvidas se a solução PAM é realmente capaz de filtrar o acesso dessas pessoas. E a resposta para essa pergunta é sim! Ela é tão segura que é indicada por especialistas em cibersegurança. O Gartner, por exemplo, elegeu o PAM como projeto número 1 em segurança por 2 anos seguidos.

Quando o assunto é reduzir riscos dentro de uma organização, uma solução PAM é considerada uma das mais eficientes e indispensáveis. Vale ressaltar que é sempre importante contratar soluções com credibilidade no mercado.

O senhasegura, por exemplo, oferece soluções realmente eficientes, que protegem o cliente de possíveis roubos de dados, além de rastrear as ações dos administradores em redes, servidores, bancos de dados e dispositivos. Tudo isso é feito atendendo aos padrões de exigência global, como ISO 27001, PCI DSS, HIPAA e Sarbanes-Oxley.

 

Como ela reduz a ameaça interna?

A solução PAM utiliza alguns recursos para mitigar as ameaças internas e externas. Um deles é através da proteção das credenciais dos seus dados mais confidenciais em um cofre central e seguro, ao qual poucas pessoas têm acesso.

O acesso privilegiado consegue ser limitado, de modo que apenas pessoas autorizadas possam consultar dados pessoais de clientes, segredos comerciais, negociações em andamento, propriedade intelectual, dados sobre finanças, entre outros.

O Gerenciamento de Acessos Privilegiados consegue direcionar quais acessos cada funcionário terá autorização. Sendo assim, eles só poderão consultar informações pertinentes ao exercício da sua função. Tudo isso será controlado pelo sistema, não importa se ele estiver trabalhando de forma presencial ou remota.

Além dos dados internos, para ter um controle maior de proteção contra ataques, é possível restringir também o acesso a conteúdos externos em sites e aplicativos que representem certo tipo de ameaça à segurança da empresa.

É possível proteger as minhas senhas na nuvem?

Sim. O senhasegura é a única empresa no Brasil que oferece um cofre de senhas nativo na nuvem. O serviço SaaS protege as suas credenciais, rotação de senhas, auditoria e monitoramento dessas contas privilegiadas.

Dessa forma, você minimiza as atribuições do setor administrativo de segurança e permite que o processo ocorra de forma eficiente e com menor custo. Por isso, são ideais para empresas de pequeno e médio porte devido às suas vantagens.

PAM é a mesma coisa que IAM?

Não. Embora ambas tenham o princípio de controlar os dados da empresa, as duas costumam funcionar de maneira complementar, cada uma com a sua funcionalidade.

Em um comparativo, podemos dizer que a PAM é um pouco mais elaborada. O Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM) é uma ferramenta utilizada para que os administradores consigam facilmente gerenciar os usuários e legitimar o acesso a certos recursos da empresa.

No entanto, esse tipo de sistema apresenta algumas lacunas quando o assunto é contas privilegiadas. É nesse momento que o PAM se torna essencial, pois atua de maneira mais ampla e detalhada. Essa solução consegue informar tudo o que está sendo feito, quais sessões foram iniciadas e quem está acessando determinadas informações.

Resumindo, uma solução PAM controla tudo o que se refere a esses dados dentro da empresa, conseguindo filtrar a acessibilidade e garantir um armazenamento seguro de todas as informações.

Para quem é recomendado?

O senhasegura é uma solução líder global em gerenciamento de acesso privilegiado com a missão de eliminar o abuso de privilégios em organizações de todo o mundo.

A solução é recomendada para as empresas nos seguintes cenários:

  • Empresas com mais de 10 usuários.
  • Empresas que receberam pontos de atenção em auditoria.
  • Empresas que devem estar em conformidade com normas e regulações de cibersegurança.
  • Empresas que desejam implementar as melhores práticas de segurança.
  • Empresas que sofreram algum incidente de segurança.
  • Empresas que precisam reduzir custos operacionais.

O senhasegura permite que as empresas implementem os mais rigorosos e complexos controles de acesso a credenciais com privilégios de maneira automatizada e centralizada, protegendo a infraestrutura de TI de violações de dados e potenciais violações de conformidade.

Ele também está pronto para atender requisitos de negócios e conformidade de mercado como LGPD, GDPR, PCI DSS, SOX, NIST, HIPAA, ISO 27001 e ISA 62443.

Gartner elege o senhasegura como uma das melhores soluções para Gestão de Acesso Privilegiado no mundo

O Gartner é uma empresa reconhecida por prestar consultoria e pesquisa imparcial de alta qualidade sobre diversos mercados, além de fornecer informações e insights valiosos para toda a comunidade de tecnologia. Além de fazer parte do S&P 500, índice das 500 maiores empresas de capital aberto nos Estados Unidos, o Gartner fornece pesquisas e análise de soluções em áreas como finanças, legal, conformidade e Tecnologia da Informação.

Para apoiar a sua estratégia e auxiliar organizações de todos os tamanhos a escolher quais soluções implantar em sua infraestrutura, os líderes de TI devem utilizar as ferramentas desenvolvidas pelo Gartner, como os relatórios Magic Quadrant ou Quadrante Mágico. 

O Quadrante Mágico do Gartner usa um conjunto uniforme de critérios de avaliação com resultados representados em forma gráfica mostrando o posicionamento competitivo de diferentes fornecedores de produtos e serviços digitais em diferentes mercados. Essa representação facilita a verificação de como esses fornecedores atendem os diferentes requisitos de mercado e atuam em relação à visão de mercado do Gartner.

O Gartner utiliza uma metodologia de análise qualitativa de dados para indicar tendências de diferentes mercados. Essa análise inclui direcionamento e maturidade de diferentes mercados, além dos seus respectivos players. As análises desenvolvidas pelo Gartner são elaboradas para indústrias de tecnologia específicas, inclusive o PAM, e são atualizadas a cada período de um ou dois anos.

O objetivo deste relatório Gartner Quadrante Mágico para Privileged Access Management 2021 é divulgar as principais soluções de PAM do mercado. O senhasegura foi reconhecido como Challenger e recebeu destaque no relatório de 2021 como a segunda melhor solução PAM do mundo em habilidade de execução.

Veja os principais pontos apresentados no Gartner Magic Quadrant for Privileged Access Management 2021:

  • A melhor solução de todas para account discovery e onboarding.
  • Uma das soluções PAM mais avançadas tecnicamente.
  • Feedback positivo dos clientes sobre facilidade de uso, interface amigável e funcionalidades de rápida implementação.
  • Preço altamente competitivo, com cotações abaixo da média para todos os cenários avaliados.

A consultoria Gartner não patrocina ou endossa nenhum fornecedor, produto ou serviço descrito em suas publicações de pesquisa e relatórios, e não aconselha aos usuários de produtos de tecnologia a selecionar somente os fornecedores com altas classificações ou outras indicações. As publicações de relatórios do Gartner consistem nas opiniões da organização baseadas nas pesquisas feitas pela consultoria e não devem ser interpretadas como fatos ou afirmações absolutas. A Gartner se isenta de todas as declarações, expressas ou implícitas, com relação a este relatório, incluindo quaisquer responsabilidades sobre comercialização ou adequação a objetivos específicos

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