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Banco de Dados de Gestão de Configuração (CMDB): conheça mais sobre o tema

por | abr 7, 2022 | Blog

Fazer uma relação de todos os itens de configuração utilizados em sua empresa e manter essa lista atualizada pode ser bastante desafiador, porém, é extremamente importante não apenas para a equipe de TI, mas para o negócio de maneira geral.

A boa notícia é que esse processo pode ser facilitado por meio de um banco de dados de gestão de configuração (CMDB), que permite gerenciar e organizar ativos, de modo a reduzir custos operacionais e de manutenção, diminuir a redundância dos ativos digitais e realizar auditorias, entre outras inúmeras vantagens.

Porém, é possível que você nunca tenha ouvido falar nessa solução ou não saiba exatamente como implementá-la. Levando isso em consideração, preparamos um artigo abordando o assunto. Para facilitar sua leitura, dividimos nosso texto nos seguintes tópicos:

  • O que é o banco de dados de gestão de configuração (CMDB)?
  • Por que o CMDB pode ser importante para a TI de sua empresa?
  • Benefícios que o CMDB pode proporcionar à T.I. de seu negócio
  • Quais os desafios para implantar a solução?
  • Como implantar o CMDB em sua organização?
  • CMDB e o gerenciamento de ativos
  • Relação entre o CMDB e o ITIL 4
  • Conheça as origens do CMDB
  • Sobre o senhasegura
  • Conclusão

Confira agora!

  • O que é o banco de dados de gestão de configuração (CMDB)?

Se você possui ou administra uma empresa, precisa lidar com informações referentes aos ativos necessários para efetuar suas operações, que incluem contratos, computadores, automóveis, celulares, entre outros. Esses ativos no CMDB são chamados itens de configuração (IC).

O banco de dados de gestão de configuração (CMDB) consiste em um modelo de TI voltado para o gerenciamento e a organização desses itens, na medida em que permite avaliar dados como nomes, características e detalhes. Além disso, é possível armazenar dados sobre a relação entre serviços e diferentes ICs.

Entre as indicações de uso do banco de dados de gestão de configuração (CMDB), existem quatro diretrizes fundamentais. Confira: 

  • Detectar quais são os itens de configuração;
  • Manter os ICs e atualizá-los com regularidade;
  • Assegurar que apenas usuários autorizados tenham acesso às informações;
  • Efetuar auditorias para a verificação de dados.

No próximo tópico, abordamos a importância do banco de dados de gestão de configuração para as empresas. Continue nos acompanhando. 

  • Por que o CMDB pode ser importante para a T.I. de sua empresa?

Os aspectos elencados a seguir demonstram porque o banco de dados de gestão de configuração (CMDB) pode ser importante para as operações de TI:

  • Permite diminuir a redundância dos ativos digitais e ampliar sua disponibilidade;
  • Possibilita reduzir custos operacionais e de manutenção, na medida em que diminui a redundância e aumenta a disponibilidade;
  • Permite detectar de forma rápida se há algo inapropriado conforme os critérios das auditorias;
  • Permite checar se todo o inventário e a infraestrutura estão de acordo, sempre que um novo software ou equipamento é instalado;
  • Trata-se de um banco de dados que pode ser acessado por todos os integrantes da equipe e, quando um usuário inclui um dado, os demais têm acesso a essa atualização;
  • Em organizações que adotam o DevOps e o Agile, possibilitam resolver questões relacionadas às mudanças em tempo real. 

  • Benefícios que o CMDB pode proporcionar à T.I. de seu negócio

Confira alguns benefícios do banco de dados de gestão de configuração (CMDB), que vão além das operações de TI e impactam nos negócios.

  • Sistemas mais confiáveis

Com a possibilidade de identificar os problemas mais rapidamente e melhorar todos os itens, os sistemas da empresa serão mais confiáveis. Isso porque é realizada uma avaliação regular sobre os incidentes e suas causas, evitando que se repitam. 

  • Controle dos elementos de configuração de TI

Organizar ativos e controlar seu uso pode ser desgastante para os gestores, no entanto, muitas vezes é fundamental para embasar a tomada de decisões. Com banco de dados de gestão de configuração (CMDB), essa tarefa pode ser realizada com mais facilidade, clareza e eficácia. 

  • Possibilidade de se antecipar a riscos

Por meio do CMDB, é possível detectar e avaliar riscos antes que um erro se torne irreversível. Ou seja, permite uma gestão de redução de falhas capaz de eliminar ou minimizar seus impactos.

  • Redução de custos

O objetivo de toda organização é lucrar mais e para isso a redução de custos é crucial. Um banco de dados de gestão de configuração (CMDB), permite, por exemplo, armazenar dados de licenciamento de software, economizar licenças sem uso. Também possibilita eliminar investimentos em equipamentos que não são úteis ao negócio. 

  • Identificar e incluir itens

Esse controle também permite à organização detectar quais ativos estão fora da infraestrutura de TI e que devem ser incluídos para alcançar melhores resultados.

  • Atualizar e gravar itens de configuração

O gerenciamento de ativos por meio de CMDB permite atualizar e gravar seu atual status com frequência, garantindo que modificações só sejam realizadas quando for de fato necessário.

  • Quais os desafios para implantar a solução?

Implantar um banco de dados de gestão de configuração (CMDB) em uma organização é muito importante, mas também envolve uma série de desafios, como os listados a seguir:

  • Em primeiro lugar, é necessário saber se a empresa possui algum método de controle com os dados de seus itens de configuração. Normalmente, quem tem essas informações é o setor responsável pela contabilidade;
  • Depois, é necessário definir quais ativos devem ser controlados e quais características desses itens são relevantes para registro nesse controle;
  • O próximo passo consiste em definir qual recurso será utilizado na construção do CMDB, avaliando, entre várias opções, qual é a mais adequada;
  • Antes de usar a solução escolhida, é preciso definir no papel de que maneira isso será feito.

Ao longo da implementação, surgirão outras tarefas, mas esses são os desafios iniciais.

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  • 5.Como implantar o CMDB em sua organização?

Para implementar o banco de dados de gestão de configuração (CMDB) você deve percorrer sete etapas. Antes disso, porém, vamos recapitular o que é um CMDB.

Na prática, esse banco de dados permite gerenciar ativos de serviço, como contratos SLAs, hardwares e softwares, mas não se limita a um tipo de ambiente onde cada dado é inserido. O CMDB deve possibilitar que eles se relacionem em um contexto mais amplo.

Agora, vamos aos estágios que devem ser percorridos para implementar essa solução em sua empresa:

Primeiramente, é necessário elaborar um modelo lógico do processo de Service Asset and Configuration Management (SACM) a fim de definir seu escopo de atividades. Esse modelo deve explicar o nível do relacionamento SACM. 

No caso de um nível básico, por exemplo, você consegue criar relacionamentos entre hardwares, softwares, interfaces e servidores.

Porém, com o SACM é possível rastrear relacionamentos até o nível da estação de trabalho.

  1. O próximo passo é definir os itens de configuração, categorizando o que deseja gerenciar com base nesse modelo lógico. É preciso tomar cuidado para não se atrapalhar ao tentar executar tudo de uma vez. Deve-se tomar nota, de forma gradual, sobre tudo o que precisa ser acompanhado.

2.Escolha um responsável por cada IC e suas etapas. Essa pessoa deverá definir quais informações levantar sobre esses ativos e como isso deve ser feito.

3.Em seguida, os proprietários dos ICs devem estabelecer os atributos necessários em sua categorização. Essas informações podem incluir nome, custo, número da versão e local.

4.A próxima medida necessária é entender onde encontrar as informações importantes sobre os ICs. Nesse sentido, é possível fazer uso de uma ferramenta de descoberta automática e verificar visualmente os dados dos hardwares, como documentações de compra, fatura, garantia e números de série.

5.Mapeie os relacionamentos entre os ICs, comparando os ativos reais com o modelo criado na primeira etapa. Isso também pode ser feito de modo manual ou por meio de uma ferramenta de descoberta automática.

6.Por fim, implemente um ativo de cada vez. Ao criar ou carregar um IC no CMDB, compare com seu mapeamento e confira se está correto antes de passar para o próximo. 

Criar um CMDB é algo que leva tempo e está relacionado à sua dedicação e quantidade de recursos disponíveis em sua empresa. Porém, possivelmente você já tem por onde começar. Nesse sentido, tenha em mente que ter uma administração ativa é essencial para alcançar esse objetivo.

  • CMDB e o gerenciamento de ativos

Um CMDB reúne características de gerenciamento de ativos de TI (ITAM) e gerenciamento de configuração, mas seu objetivo não é o mesmo que o de um registro ITAM. Este último tem como foco o ciclo de vida de ativos individuais, a quem eles pertencem e onde se situam.

Já o CMDB ultrapassa esse conceito e permite gerenciar como os ICs se relacionam entre si em uma infraestrutura de TI. 

Porém, esses dois processos podem ser integrados e um CMDB pode ajudar o ITAM na coleta de dados sobre ICs e gerenciamento de incidentes relacionados a eles e na redução de riscos.

  • Relação entre o CMDB e o ITIL 4

Lançada em 2019, a ITIL 4 contém as melhores práticas para tecnologia da informação, que priorizam o aumento de produtividade no setor de TI de uma empresa, com o objetivo de otimizar o uso de sua infraestrutura tecnológica.

De acordo com essa biblioteca, o CMDB tem a função de armazenar registros de configuração dentro de itens como sistemas, instalações, software e hardwares, cabendo aos profissionais de TI determinar o que deve ser rastreado e como isso deve ser feito.

Os dados armazenados podem incluir classificações como o histórico de alterações, tipo, proprietário e a importância dos itens, além de interações entre eles.

Itens rastreados em um banco de gerenciamento de configuração são conhecidos como itens de configuração e definidos pela ITIL 4 como “qualquer componente que precisa ser gerenciado para entregar um serviço de TI”.

Na prática, o CMDB deve viabilizar processos de ITSM eficazes e as melhores decisões de negócio, na medida em que permite centralizar dados e identificar itens de configuração críticos.

Os CMDBs permitem:

  • Analisar impactos;
  • Analisar a causa raiz;
  • Gerenciar incidentes;
  • Gerenciar mudanças; e
  • Verificar a conformidade legal.

  • Conheça as origens do CMDB

Com a função original de ajudar a desenvolver controles para gerenciamento de serviços de TI, a ITIL foi criada nos anos 1980 pelo governo do Reino Unido e hoje conta com cinco volumes publicados. São eles:

  • Estratégia de Serviço;
  • Desenho de Serviço;
  • Transição de Serviço;
  • Operação de Serviço; e
  • Melhoria Contínua de Serviço.

Essa biblioteca permite alinhar os serviços de TI aos objetivos de um negócio e seus padrões são atualizados com regularidade, a fim de apoiar procedimentos e processos de maneira cada vez mais eficiente. 

Sendo assim, sua última versão foi lançada em 2011, porém, desde a década de 1980, sua finalidade era criar e manter um banco de dados que possibilitasse rastrear serviços de TI.

Isso significa que o conceito do CMDB surgiu nesse período, tornando-se necessário para o gerenciamento de serviços de TI. Apesar disso, o gerenciamento de configuração só se tornaria um processo no ITIL em 2000.

Em 2007, esse processo foi renomeado para Service Asset and Configuration Management pela  ITIL 3. 

Atualmente, o desafio é reduzir as taxas de falhas na implantação do CMDB, que segundo o Gartner Research, seriam de 80%.

  • Sobre o senhasegura

Nós, do senhasegura, temos compromisso com a soberania digital, que entendemos ser um direito dos cidadãos, instituições e toda a sociedade. Por isso, nosso foco é evitar roubos de dados e rastreabilidade de ações de administradores em redes, servidores, bancos de dados e uma infinidade de dispositivos.

Também ajudamos nossos clientes a alcançar conformidade com requisitos de auditoria e com os mais exigentes padrões, como Sarbanes-Oxley, ISO 27001, HIPAA, PCI DSS. Clique aqui e confira as menções e prêmios que recebemos ao longo de nossa história.

  • Conclusão

Lendo esse artigo, você aprendeu que:

  • O banco de dados de gestão de configuração (CMDB) consiste em um modelo de TI voltado ao gerenciamento e organização de ativos;
  • Ele também possibilita armazenar dados sobre a relação entre serviços e diferentes ICs;
  • Impacta não apenas as equipes de TI, mas o negócio como um todo;
  • É importante para a redução de custos operacionais e de manutenção;
  • Permite colocar a empresa de acordo com parâmetros de auditorias;
  • Pode ser acessado por todos os membros de uma equipe de trabalho;
  • Possibilita se antecipar a riscos e minimizar ameaças, além de identificar itens ausentes;
  • Sua implantação envolve uma série de desafios, como os elencados no tópico 4, que incluem definir como os ativos serão controlados;
  • Também demonstramos o passo a passo de como implementar essa solução em sua empresa e diferenciamos CMDB de um registro ITAM;
  • Mostramos que o conceito do CMDB surgiu praticamente na mesma época que os padrões ITIL;
  • Revelamos que as taxas de falhas na implantação do CMDB atualmente são de 80%;
  • Por fim, abordamos um pouco a área de atuação do senhasegura.

 

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