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O que é um Plano de Respostas a Incidentes (IRP) e por que é importante ter um?

por | jul 23, 2021 | Blog


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om o avanço da tecnologia e a revolução na era da informação, a preocupação com a segurança dos dados tem se tornado cada vez mais constante para empresas, governos e usuários. Uma vez que os dados são ativos fundamentais para o crescimento das empresas, investir em proteção é indispensável nas rotinas das organizações.

À medida que as ameaças e crimes cibernéticos aumentam, é preciso intensificar os esforços, implantando medidas de segurança eficazes. Então surge a necessidade de ter dentro da empresa, independentemente do setor, uma equipe especializada em segurança, que trabalhe constantemente na proteção de informações, contando com um Plano de Resposta a Incidentes (IRP). 

Assim, a equipe pode prever as ameaças e desenvolver as melhores ações para combatê-las de forma imediata, sem prejudicar os negócios da empresa.

Portanto, é preciso garantir que esse plano de respostas funcione corretamente, seguindo as etapas fundamentais e seja bem gerenciado. Neste artigo, explicamos o que é um plano de respostas a incidentes, seus benefícios e os aspectos importantes na sua montagem. 

 

O que é um plano de respostas a incidentes (IRP)?

Um IRP é um documento formal que contém um conjunto de ferramentas e procedimentos que uma equipe de TI deve adotar para lidar com os problemas de segurança que surgem na empresa. O objetivo dessas medidas é trabalhar na prevenção, identificação, eliminação e recuperação das ameaças cibernéticas. 

Além disso, garante que as ações sejam tomadas o mais rápido possível, minimizando os possíveis danos ao negócio, que vão desde a perda de dados e prejuízos nos recursos, lucros e perda da confiança do cliente. 

Para obter sucesso em um IRP, é necessário seguir alguns passos fundamentais e que sejam bem gerenciados. O plano padrão com esses passos toma como base  o Incident Handler’s Handbook ou Manual de Tratamento de Incidentes  publicado pelo Instituto SANS. 

É um documento com seis etapas a serem seguidas na construção do plano, são eles:

 

Preparação

 O primeiro passo na implantação do plano é a definição de uma equipe específica para trabalhar com os incidentes. A equipe será responsável por criar a documentação de incidentes, contendo os protocolos a serem seguidos na execução das ações do plano. 

É preciso treinar esse pessoal para lidar com as situações seguindo as políticas de segurança da empresa. Isso ajuda a entender exatamente os riscos aos quais a empresa está exposta e as medidas preventivas a serem tomadas em diferentes situações.

 

Identificação 

 A equipe responsável deve trabalhar na detecção de desvios das operações, buscando identificar os incidentes e definir sua gravidade. 

 Nessa detecção, são documentados o tipo e a gravidade do problema, bem como todos os procedimentos que estão sendo realizados a respeito. A formalização desse incidente deve responder às perguntas “Quem, O quê, Onde, Por que e Como”.


Contenção
 

 Após a identificação do incidente, o próximo passo da equipe é trabalhar na contenção, com o intuito de evitar futuros danos da mesma natureza. Essa contenção é divida em procedimentos de curto e longo prazo.

A contenção de curto prazo trabalha na solução imediata do problema, tentando impedir os possíveis danos do ataque, enquanto a de longo prazo são ações mais complexas, que envolvem o restabelecimento de todo o sistema corporativo, visando à sua volta à normalidade.

 

Erradicação 

Após a contenção do problema, as ações de erradicação são iniciadas. Nessa etapa, o enfoque é dado à remoção total da vulnerabilidade e às medidas necessárias para evitar a repetição do problema. 

Essas ações podem envolver uma mudança nos mecanismos de autenticação, como senhas e permissões de acesso ou até mesmo uma restauração de todos os sistemas da empresa que foram afetados. O nível do incidente e a ação mais assertiva serão definidos a partir de indicadores métricos, KPIs.

 

Recuperação

Nessa etapa, a equipe trabalha na verificação e correção de ameaças que podem ter passado despercebidas na etapa anterior, ou seja os resquícios do incidente. Uma ação de varredura e o transporte de cópias de segurança em sistemas de nuvem podem ser uma das medidas necessárias nesse processo. 

Além disso, a equipe avalia o desempenho da etapa anterior, analisando o tempo de resposta, os danos causados e o desempenho das tarefas, para que sejam apontados os novos rumos a serem seguidos.

 

Lições Aprendidas

Para que a equipe esteja preparada para futuros problemas e diminua os eventuais erros, é preciso que seja registrado todo o processo de contenção realizado, contendo os incidentes e os procedimentos para combatê-los. 

É uma etapa muito importante, já que documenta todo o processo e fornece um histórico das ocorrências para auxiliar ações futuras. É também nessa etapa que se avaliam os erros e os acertos das ações, as quais prejudicaram o desenvolvimento das ações ou as potencializaram.

 

Qual a importância de um IRP?

 Uma empresa que possui um IRP está mais preparada para lidar com a grande diversidade de  situações relacionadas à segurança das suas informações. As práticas recomendadas no plano ajudam a empresa a prever e combater várias ameaças de modo assertivo. 

 Ao adotar essas práticas, a empresa garante maior segurança de seus dados, previne o pagamento de sanções sobre os custos de recuperação de dados e evita as perdas financeiras.

 

Maior segurança dos dados

 A implantação de sistemas de proteção e backup, de correção e gerenciamento de acesso, bem como o gerenciamento correto das informações geram ações mais rápidas de proteção e contenção dos incidentes.

 

Redução de custos

Os custos para combater os incidentes podem ser altos, devido às sanções regulatórias, compensação do cliente ou os custos gerais da investigação e restauração dos sistemas. 

Um IRP ajuda a reduzir esses custos, já que atua de forma constante na prevenção dos problemas. Além disso, os prejuízos no lucro também são minimizados, já que além da minimização dos custos, o tempo de inatividade dos sistemas também diminui, limitando a perda dos dados.

Mantém e aumenta a reputação da empresa 

 Sem a implantação de um IRP, o controle e combate às ameaças fica mais difícil, o que pode acarretar perda nos negócios. Isso porque os incidentes não afetam apenas a parte técnica da empresa, mas estão diretamente relacionados à continuidade  dos negócios. 

 Ataques constantes aos dados de um cliente que não foram resolvidos, diminui a credibilidade da empresa responsável pela segurança. Além disso, podem haver perdas de investidores e acionistas por não acreditarem em um negócio falho e de fácil violação. 

 Por outro lado, respostas rápidas e eficazes aos incidentes, demonstram maior compromisso da empresa com a segurança e privacidade dos dados, o que aumenta sua credibilidade e reputação.

Aspectos importantes da montagem do IRP

Cumprir as etapas do IRP é fundamental para o seu sucesso. Porém, a empresa precisa estar ciente de que não é um processo fixo e que deve ser adaptado à estrutura da organização. 

Daí a importância de balanços periódicos para avaliar constantemente o plano, eliminar suas lacunas e adotar as devidas melhorias.

Para a implementação do plano, não é necessário ter uma equipe grande de profissionais, mas que todos sejam devidamente qualificados, treinados e que disponham de boas ferramentas para garantir os melhores resultados possíveis na execução das atividades. 

Também é preciso que outros setores passem por um treinamento para que tomem conhecimento das políticas de segurança da empresa e saibam como proceder diante dos incidentes e como reportá-los à equipe responsável.

Se interessou pelo assunto? Saiba mais sobre as possibilidades de melhorias do plano de respostas a incidentes no próximo artigo.

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