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Por que os dados são o novo petróleo?

por | ago 27, 2021 | Blog | 0 Comentários

Realizar qualquer tarefa hoje é muito mais fácil do que há alguns anos. Com o avanço da tecnologia, o consumidor pode fazer compras de forma mais rápida e prática, receber anúncios otimizados – que ajudam bastante na hora da compra – redes sociais com recursos que acompanham as maiores tendências, facilidade de pagamentos e transações bancárias, dentre outros.

Por outro lado, em troca de todo esse conforto, o cliente fornece seus dados, que serão usados como recurso/matéria-prima pelas empresas. Nessa relação de “ganha-ganha”, a empresa facilita a vida dos clientes por meio da utilização dos dados, mas também aumenta exponencialmente seus lucros. 

Por isso, muito se discute entre os especialistas sobre a reciprocidade dessa relação, considerando o poder e valor dos dados hoje. Longe de ser só maravilhas, assim como na época da revolução industrial, a era da informação e dos dados também traz alguns problemas, que são debatidos constantemente em busca da melhor solução dentro do cenário atual. 

Tais problemas giram em torno das questões éticas e de segurança no uso de dados, uma vez que nem todos os consumidores têm total conhecimento de como seus dados são utilizados pelas empresas e do grande esforço para proteger esses dados de hackers, os assaltantes virtuais, já que a internet é terra “onde todo mundo pisa”. 

Essa preocupação em torno da integridade dos dados é mais um aspecto que enfatiza o quão valioso é esse recurso para sociedade como um todo. Neste artigo, explicaremos o valor dos dados no mundo da informação e as principais razões pelas quais é parte essencial de uma estratégia de negócio. Convidamos você a continuar a leitura do artigo e descobrir o porquê os dados são o novo petróleo.

O valor dos dados

Dizer que os dados são o novo petróleo é uma forma inteligente e simples de se ter uma noção de onde estamos pisando. Entretanto, o próprio autor da afirmação, Ajay Banga, CEO da Mastercard, acrescentou que os dados são ainda mais valiosos que o petróleo, considerando que o petróleo é um recurso escasso e finito, enquanto os dados são inesgotáveis e só tendem a aumentar. 

Além disso, podem ser reutilizados continuamente, mesmo após serem transformados, para gerar informações novas, enquanto o petróleo é descartado após sua transformação. Ou seja, quanto mais dados, mais informações são geradas e mais valiosos se tornam. 

A maioria das pessoas é ciente da contribuição de seus dados para a economia, porém nem todos sabem ou conseguem mensurar esse valor, o que leva muitas pessoas a perderem o interesse sobre o valor dos seus dados pessoais. Além disso, os benefícios oferecidos “gratuitamente” pelas empresas funcionam como uma forma de pagamento ao usuário pelo fornecimento de seus dados, quel vê a troca como justa.

Entretanto, nem sempre essa relação de “barganha” é voluntária, pois, com as novas políticas de privacidade, algumas empresas “obrigam” os usuários a cederem permissões sobre seus dados pessoais, caso queiram continuar usando sua ferramenta. 

Isso só aumenta a falta de controle dos usuários sobre os próprios dados, pois, entre disponibilizá-los e perder o acesso aos benefícios das ferramentas, a primeira opção parece mais sensata. Em síntese, no que se refere aos dados, na relação empresa e usuários, todos ganham, porém em medidas desproporcionalmente diferentes.

Com as novas leis de proteção de dados nos países, a empresa que descumpre os regulamentos ou coloca em risco os dados dos clientes e usuários é punida com multas altíssimas. 

Isso porque dados pessoais, como nome, idade e data de nascimento, endereço de IP ou informações sensíveis, como crenças religiosas e ideológicas, informações de saúde, dados genéticos e biométricos, por exemplo, podem ser usados para vários fins, desde otimizar/personalizar o uso do cliente em uma ferramenta, aumentar as vendas da empresa ou como arma criminosa. 

Por isso, as políticas de privacidade são cheias de requisitos rígidos impostos às empresas que trabalham com a coleta e armazenamento de dados.

Os dados nas estratégias de negócio

É importante entender que, do ponto de vista de uma organização, por exemplo, possuir a matéria bruta não é suficiente, ou seja, não basta apenas obter os dados, mas saber tratá-los e gerenciá-los adequadamente para se obter informações que geram valor. 

A consequência disso são retornos valiosos para as empresas, tanto no âmbito financeiro como em âmbitos que geram impacto no mundo. A empresa que consegue tal artimanha aumenta a competitividade, produtividade e se destaca das demais. 

Por isso, não são os dados por si só que os tornam tão importantes para as empresas, mas as informações e os valores que podem ser gerados a partir deles. 

Nesse sentido, ter uma boa política de gerenciamento de dados hoje em dia é indispensável para as organizações, uma vez que, diferentemente de alguns anos atrás, quando as empresas trabalhavam com hipóteses para analisar a concorrência e alcançar a preferência dos clientes, atualmente, os dados nos fornecem informações concretas e precisas, que, quando trabalhadas corretamente, ajudam a impulsionar os negócios. 

Logo, um bom gerenciamento de dados favorece:

  • Tomada das melhores decisões com base em dados.
  • Mais precisão na identificação dos problemas.
  • Abordagens mais estratégicas e precisas.
  • Otimização de recursos (tempo, dinheiro e mão de obra).
  • Compreensão aprofundada dos gostos e comportamentos dos clientes.
  • Maior compreensão do mercado e da concorrência.
  • Aumento das vendas.
  • Estreitamento das relações com os clientes.

 

Os dados são o futuro

Os dados estão mudando o mundo, pois tudo que pode ser feito a partir da exploração deles e o fato de serem inesgotáveis e reutilizáveis tornam esse recurso ainda mais valioso que o petróleo. 

Com a revolução dos dados, não só as empresas mudam sua forma de trabalhar, mas a população também sofre alterações na forma de pensar e agir em sociedade. A tendência é que isso aumente em um futuro próximo.

Porém, antes de se apropriar dessa comparação dos dados com o petróleo e tentar fazer parte dessa revolução, é preciso atentar que nem todos os países enriquecem com a venda de petróleo, e um dos motivos é o mau gerenciamento do recurso. 

Com os dados não é diferente, nessa corrida rumo à evolução, como afirma Yuval Noah Harari, no livro 21 Lessons for the 21st Century, “aqueles que possuem os dados são os donos do futuro”, e sai na frente quem tem consciência disso e faz o melhor uso deles.

Se interessou pelo conteúdo? Convidamos você a ler o nosso artigo sobre LGPD: saiba o que sua empresa precisa fazer até agosto a seguir.

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